Girgazes Agostinho de Brito, último sobrevivente conhecido do ataque ao Navio-Auxiliar Vital de Oliveira durante a Segunda Guerra Mundial, morreu na sexta-feira (9), aos 101 anos. Marinheiro desde a adolescência, ele estava a bordo da embarcação quando um submarino alemão U-861 lançou um torpedo contra o navio, em 17 de julho de 1944, durante uma missão de defesa das rotas marítimas brasileiras no litoral do Rio de Janeiro.
Na noite do ataque, Girgazes descansava antes de iniciar o serviço como eletricista na praça de máquinas. Dos cerca de 270 tripulantes, aproximadamente 100 morreram no naufrágio. Ele conseguiu deixar o navio e nadou até uma balsa onde estavam outros sobreviventes. Natural de Salvador, serviu em diferentes embarcações da Marinha e recebeu a Medalha Serviços de Guerra com duas estrelas por sua participação no conflito. Ao longo da carreira, também alcançou a patente de oficial após passar para a reserva.
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Em março de 2025, Girgazes concedeu um depoimento ao historiador Robert Wagner Porto, da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, para preservar suas memórias sobre a guerra. Seu relato integrou o acervo de história oral da instituição e contribuiu para o documentário Vital: Memórias que não naufragaram, lançado em julho de 2026. A história do navio também voltou à atenção pública após a divulgação de imagens dos destroços no fundo do mar, registradas por um veículo operado remotamente.
As informações são do portal TopMídia.



