AGORA
AGORA NO PORTAL

Últimas matérias

Antes da tragédia, Emanuelly já havia sido atendida três vezes pelo Conselho Tutelar

Reprodução

Emanuelly Victória Souza Moura, de seis anos, assassinada em Campo Grande, já havia sido atendida em diferentes ocasiões pelo Conselho Tutelar Sul neste ano. Documentos oficiais registram indícios de maus-tratos, negligência e até privação de alimentos, mas, mesmo assim, a menina permaneceu em ambiente de risco até a morte.

O primeiro relato ocorreu em janeiro, quando profissionais de saúde identificaram sinais de descuido com a criança durante um atendimento de rotina. Em março, nova denúncia reforçou a gravidade da situação, com registros de violência física e psicológica, além de laudo médico que atestava deficiência cognitiva. Já em maio, uma chamada ao Disque 100 descreveu maus-tratos recorrentes, suspeita de uso de drogas pela mãe e envolvimento do padrasto com entorpecentes. Apesar das informações, não houve ação que afastasse Emanuelly do contexto familiar.

Diante dos fatos, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento para apurar a atuação do Conselho Tutelar e verificar se houve omissão no cumprimento das medidas de proteção. O órgão informou que, caso sejam comprovadas falhas, será avaliado se elas tiveram relação direta com o desfecho do caso.

A menina foi encontrada morta em uma residência na Vila Carvalho, horas após ser vista em câmeras de segurança caminhando com o suspeito. O homem, apontado como autor do crime, morreu em confronto com a Polícia Militar.

As informações são do portal TopMídia.