O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), adotou discurso de distanciamento sobre a votação que decidirá o futuro de Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não é problema meu. Estou fora disso”, afirmou Alcolumbre ao ser questionado pela coluna do Metrópoles sobre o clima para a aprovação do nome de Messias. Para garantir a cadeira na Corte, o atual advogado-geral da União precisará do apoio de 41 dos 81 senadores.
A fala do presidente do Senado reforça o sinal de que ele não deverá se empenhar pela vitória do governo na disputa — movimento que expõe o desgaste na relação com o Palácio do Planalto. Alcolumbre vinha defendendo abertamente a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que antecipou sua saída antes da aposentadoria compulsória. Contudo, Pacheco acabou preterido, aumentando a tensão política nos bastidores.
Nesta terça-feira (25), Alcolumbre confirmou que a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será realizada em 10 de dezembro, etapa decisiva antes da votação em plenário.
Indicado por Lula, Messias tenta agora consolidar apoios em meio ao ambiente político turbulento que envolve sua chegada ao STF.



