A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chega à última semana com o senador à frente no primeiro turno, quando recebeu 56,1 milhões de votos, contra 53,9 milhões do presidente. Segundo o cientista político Bruno Soller, do Real Time Big Data, a transferência de votos dos candidatos derrotados pode favorecer Flávio, tornando a ampliação de alianças um dos principais desafios da campanha petista.
Os candidatos que ficaram fora do segundo turno somaram aproximadamente 9,3 milhões de votos. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro apontou maior preferência por Flávio entre eleitores de Ronaldo Caiado e Renan Santos, enquanto Lula apresentava vantagem entre os que haviam votado em Augusto Cury. Outro fator relevante é a abstenção: 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, equivalente a 21,08% do eleitorado apto. Entre os entrevistados que haviam faltado à votação ou escolhido branco ou nulo, 43% declararam intenção de votar em Lula, enquanto 38% preferiam Flávio, segundo levantamento da Quaest.
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Na reta final, as duas campanhas intensificam viagens, atos públicos e articulações políticas para conquistar novos apoios e estimular o comparecimento às urnas. A mobilização pode ser especialmente importante em estados sem disputas para governador no segundo turno, onde as campanhas presidenciais podem contar com menos estruturas políticas locais para incentivar a participação. A votação está marcada para domingo (25), e a transferência de votos, a decisão dos eleitores indecisos e o comparecimento às urnas estão entre os fatores que podem influenciar o resultado.



