Em 16 de outubro de 1991, Campo Grande viveu um momento marcante para a história da Igreja Católica em Mato Grosso do Sul. Durante sua primeira visita ao Brasil, o papa João Paulo II incluiu a capital sul-mato-grossense em sua programação e desembarcou na Base Aérea às 19h28. Recebido pelo governador Pedro Pedrossian e pelo prefeito Lúdio Coelho, o pontífice abençoou uma imagem de Nossa Senhora de Loreto, padroeira da aviação, antes de seguir de papamóvel em direção à missão salesiana.
A passagem do líder da Igreja Católica pela Avenida Afonso Pena reuniu milhares de pessoas, entre famílias, trabalhadores e moradores de diferentes bairros. Muitos chegaram horas antes para garantir um lugar ao longo do trajeto. A expectativa foi marcada por orações, manifestações de fé e emoção, especialmente entre os fiéis que aguardavam a oportunidade de ver o papa de perto. A visita também ficou registrada em relatos de pessoas que consideravam aquele encontro uma realização espiritual aguardada por toda a vida.
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Um dos momentos mais simbólicos foi a presença de Porcina Califi, então com 81 anos, que enfrentava dificuldades de locomoção após fraturar uma perna, mas decidiu ir à avenida para ver João Paulo II. Mesmo sem conseguir enxergar o pontífice de frente em razão da multidão, ela considerou a experiência suficiente para guardar a ocasião como uma das mais felizes de sua vida. No dia seguinte, 17 de outubro, a visita teve seu momento central com a celebração de uma missa campal, que consolidou a passagem do papa como um acontecimento histórico para os católicos campo-grandenses.



