Vídeo mostra funcionária dos Correios entregando material de campanha em Santa Catarina; contratação de serviços postais por candidatos é permitida, mas circunstâncias da entrega ainda levantam questionamentos.
Um vídeo que circula nas redes sociais chamou atenção ao mostrar uma funcionária dos Correios, uniformizada e ao lado de um veículo da estatal, entregando material de campanha em Santa Catarina. Nas imagens, aparecem panfletos de Décio Lima, candidato ao Senado, e Ana Paula Lima, candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, ambos do PT. A cena provocou questionamentos sobre um possível uso da estrutura pública durante a campanha, mas o vídeo, isoladamente, não comprova irregularidade.
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Os Correios oferecem, em 2026, o serviço de Mala Direta para candidatos, partidos e comitês eleitorais mediante contratação e pagamento. A legislação eleitoral estabelece regras para a distribuição de propaganda por serviços postais, de modo que a presença de uma funcionária uniformizada e de um veículo da estatal não é suficiente, por si só, para caracterizar uso indevido da estrutura pública. É necessário verificar se o material foi regularmente contratado e se a distribuição seguiu as normas eleitorais e os procedimentos da empresa.
A prestação de contas da campanha de Décio Lima registra R$ 88.074 em despesas com os Correios, classificadas como “Mala Direta” e pagas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O registro confirma a contratação de serviço postal, mas não permite afirmar que ela corresponda ao material mostrado nas imagens. A principal questão, portanto, permanece: o vídeo mostra uma entrega regular de material contratado pela campanha ou uma situação diferente? Para responder, seria necessário identificar a origem do material e as condições em que a entrega foi realizada.



