O reaproveitamento de materiais que seriam descartados é uma das frentes trabalhadas pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), que promove cursos e oficinas de artesanato voltados à criatividade, sustentabilidade e geração de renda. A proposta ganha importância diante do aumento do consumo de roupas e do descarte acelerado de peças.
Com a expansão das compras pela internet e a produção de itens de menor durabilidade, o descarte de roupas ocorre em um ritmo cada vez maior. Parte desse material acaba em aterros sanitários, mesmo quando ainda possui potencial para reutilização ou reciclagem.
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“É preciso incentivar ainda mais a prática da economia criativa, do artesanato, para ajudar cada vez mais pessoas, a gerarem renda e reduzir o descarte excessivo de resíduo no meio ambiente”, explica a presidente do FC, Adir Diniz.
Nas atividades do FAC, materiais sem utilidade original podem ganhar novas formas e permanecer em uso por mais tempo. Além de reduzir resíduos, o processo pode gerar produtos para comercialização e novas possibilidades de renda. A mesma proposta aparece nos cursos de cozinha sustentável, que trabalham o aproveitamento integral dos alimentos e estimulam práticas mais conscientes no dia a dia.
A iniciativa aproxima economia criativa e educação ambiental ao propor alternativas ao modelo de “extrair, produzir, usar e descartar”. Segundo estudos citados pelo FAC, cerca de 87% dos materiais têxteis descartados no mundo acabam em aterros sanitários, enquanto mais de 90% desse volume possui potencial de reutilização ou reciclagem.



