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Censo 2022 expõe diferenças no acesso a serviços e estrutura entre pessoas com e sem deficiência

Um dos moradores, que ficou paraplégico após um acidente, precisa caminhar pelas ruas por conta da falta de calçadas no local — Foto: Reprodução/TV TEM

Dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (18) apontam diferenças nas condições de moradia entre pessoas com deficiência e aquelas sem deficiência. O acesso a esgotamento sanitário, água por rede ou distribuição e coleta de lixo alcança 56,6% dos domicílios onde vivem pessoas com deficiência, ante 60,2% das residências ocupadas exclusivamente por pessoas sem deficiência. A diferença também aparece no acesso à internet, presente em 78,9% dos primeiros domicílios e em 90,2% dos segundos.

Outros indicadores seguem a mesma tendência. Máquinas de lavar estão presentes em 60,4% dos lares com pessoas com deficiência, contra 68,9% nos domicílios sem moradores com deficiência. Também há diferenças na disponibilidade de banheiro exclusivo e na qualidade dos materiais utilizados nas paredes externas. Um dos poucos indicadores em sentido contrário é o adensamento excessivo: 3% das pessoas com deficiência viviam em domicílios com três ou mais moradores por dormitório, contra 4,8% entre as pessoas sem deficiência. Segundo o IBGE, a maior presença de idosos entre as pessoas com deficiência ajuda a explicar esse resultado.

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As diferenças também aparecem fora de casa. Trabalhadores com deficiência levam, em média, 37 minutos para chegar ao trabalho, enquanto o tempo médio entre os demais trabalhadores é de 33 minutos. O levantamento aponta ainda redução na participação eleitoral de pessoas com deficiência: o número de eleitos caiu de 578 em 2020 para 415 em 2024, enquanto as candidaturas para vereador e prefeito passaram de 6.409 para 4.813. Na administração pública federal, porém, a presença de servidores com deficiência aumentou de 0,6% em 2019 para 3,1% em 2025.

Agênia Brasil.