Áudios e mensagens apreendidos na Operação Antidotum colocam sob escrutínio a condução de um contrato de R$ 150 mil mensais entre a Santa Casa de Campo Grande e a Redvalue Tecnologias. Segundo o Ministério Público, conversas entre dirigentes do hospital e o empresário Maurício Aparecido Benites indicam que a contratação teria sido articulada antes de seguir formalmente pelo setor de Compras. Em um dos diálogos, o então diretor Rinaldo Hakme Romano pede dados da empresa para que uma cotação fosse posteriormente formalizada.
As conversas também levantaram questionamentos sobre a destinação de R$ 1,8 milhão e a forma de pagamento à empresa. Em abril de 2025, o então vice-presidente Jary de Carvalho e Castro fala ao empresário sobre recursos que, segundo ele, teriam destinação prioritária para médicos e medicamentos, mas admite dificuldades para fazer o pagamento integral e discute alternativas para liberar parcelas à Redvalue. Nos dois meses seguintes, a empresa recebeu R$ 281,5 mil em cada mês. Para o MP, os diálogos sugerem que os pagamentos eram tratados diretamente entre os envolvidos, e não necessariamente vinculados à comprovação da execução dos serviços.
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O conteúdo das mensagens também alcança um aditivo que alteraria os parâmetros do contrato e planos para substituir o sistema hospitalar utilizado pela Santa Casa. Antes mesmo da formalização do pedido, Rinaldo informou ao empresário que a alteração seria levada ao Comitê de Contratos. A Coordenação de Custos posteriormente rejeitou a mudança. Em outro diálogo, Benites apresenta uma estratégia para introduzir seu próprio sistema no hospital. As conversas são utilizadas pelo MP para sustentar a suspeita de que decisões internas eram previamente combinadas e depois submetidas aos procedimentos formais. Os investigados ainda não tiveram acesso integral aos autos.
As informações são do portal Investiga MS.



