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Alir Terra entra no foco de investigação sobre R$ 9,6 milhões em repasses a empresas de sócio

Presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra, se emocionou durante Santa Missa da Acolhida no hospital, em agosto de 2026. (Foto: Murilo Medeiros, Reprodução-Midiamax)

Relatório do Ministério Público aponta que empresas vinculadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte receberam cerca de R$ 9,6 milhões em pagamentos da Santa Casa Saúde durante um período de dificuldades financeiras da operadora, que acumulava prejuízo superior a R$ 3,5 milhões. Segundo a investigação, pelo menos cinco das nove empresas registradas em nome do advogado mantinham contratos com a instituição em diferentes áreas.

De acordo com o documento, os investigadores avaliam que a concentração de contratos em empresas ligadas ao mesmo grupo teria permitido a atuação em setores como jurídico, comercial, financeiro, administrativo, assistencial e tecnológico. O Gaeco também identificou uma transferência de R$ 200 mil feita por Paulo da Cruz para a conta da presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, apontada no relatório como um fluxo financeiro pessoal entre a dirigente e o empresário cujas empresas foram contratadas pela operadora.

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As informações fazem parte das apurações da Operação Antidotum, que resultou na prisão preventiva de Alir Terra e de outros cinco investigados. Procurado pela reportagem, o escritório de Paulo da Cruz Duarte não apresentou manifestação. A defesa de Alir afirmou que ela não era ordenadora de despesas nem responsável por pagamentos na Santa Casa e declarou que a presidente não teria gestão sobre a operadora do plano de saúde. Segundo o advogado Murilo Marques, a defesa trabalha para pedir a revogação da prisão preventiva.

Com informações do portal MídiaMax.