O vereador paulistano Senival Moura (PT), preso nesta semana durante a Operação Última Parada, alegou insuficiência financeira para solicitar a gratuidade da Justiça em uma ação de cobrança de aproximadamente R$ 69 mil em IPTU. O pedido foi apresentado em 2022, período em que o parlamentar já aparecia no radar das autoridades em investigações sobre supostas movimentações financeiras milionárias.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil, Moura é investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria utilizado a empresa de transporte coletivo Transunião para movimentar recursos da organização criminosa. As apurações apontam que o vereador exerceria o chamado “controle fático” da companhia, embora não ocupasse formalmente cargos na administração.
A prisão ocorreu durante uma operação que também cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Para os órgãos responsáveis pela investigação, o caso reforça a necessidade de rigor no combate à infiltração do crime organizado em setores que mantêm contratos com o poder público. A defesa de Senival Moura nega qualquer irregularidade e sustenta que as investigações demonstrarão a inexistência de conduta ilícita por parte do parlamentar.
As informações são do portal Quadro Geral.



