A Polícia Federal (PF) apura se executivos de instituições financeiras teriam conhecimento ou participação em supostas irregularidades contábeis relacionadas à crise da Americanas. A investigação faz parte da segunda fase da Operação Disclosure e busca esclarecer o uso de operações de risco sacado, apontadas como um dos mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar parte do endividamento da empresa.
Segundo os investigadores, também estão sob análise contratos ligados a verbas de propaganda cooperada (VPC), que teriam sido registrados sem lastro econômico suficiente. A PF investiga se essas práticas contribuíram para distorcer os balanços financeiros da companhia ao longo de vários anos.
A operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de autorizar o bloqueio de até R$ 54 bilhões em bens e valores. Entre os investigados estão executivos ligados ao Itaú Unibanco, ao Bradesco e ao Banco Santander Brasil, além de ex-dirigentes da varejista. Os bancos afirmam colaborar com as investigações e negam irregularidades.
Com informações do portal Metrópoles.



