A Polícia Federal investiga o Banco Digimais por suspeita de irregularidades na reavaliação de créditos judiciais antigos que teriam sido usados para aumentar artificialmente o valor de ativos no balanço da instituição. A operação apura se direitos creditórios com origem em uma ação iniciada na década de 1940, ainda sem desfecho definitivo, foram incorporados e reprecificados de forma incompatível com sua realidade econômica.
Segundo os investigadores, esses ativos teriam sido adquiridos por fundos ligados ao banco por cerca de R$ 71 milhões e, posteriormente, reavaliados internamente até ultrapassarem R$ 740 milhões nos registros contábeis. A PF afirma que não houve mudanças concretas no processo judicial que justificassem a valorização, já que a ação segue em fase de liquidação há décadas.
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A investigação também aponta que essa reavaliação teria impacto direto na capacidade de captação de recursos da instituição, ao reforçar artificialmente a percepção de solidez financeira. O caso envolve o conglomerado empresarial ligado ao bispo Edir Macedo, que aparece como controlador do banco, embora a apuração não atribua, neste momento, responsabilidade individual a ele. O Banco Central já havia identificado inconsistências e determinado ajustes nos registros, enquanto o caso segue sob análise das autoridades.
As informações são do portal Metrópoles.



