O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira (29) a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. Durante evento em Sergipe, Lula afirmou que as facções “são terroristas para as comunidades e para a sociedade brasileira”, mas criticou a possibilidade de interferência externa e declarou que “o Brasil não aceita ser tratado como uma republiqueta”. Segundo o presidente, o combate aos grupos criminosos deve permanecer sob responsabilidade das autoridades nacionais.
A classificação anunciada pelo governo de Donald Trump permite a adoção de sanções financeiras e restrições contra pessoas ou empresas que mantenham relações com integrantes das facções. De acordo com autoridades norte-americanas, as medidas passam a valer a partir de junho e fazem parte de uma estratégia de enfrentamento ao crime organizado transnacional e ao tráfico internacional.
O tema também intensificou o embate político entre governo e oposição. Lula criticou o senador Flávio Bolsonaro, que esteve recentemente nos Estados Unidos e afirmou ter discutido o assunto com integrantes do governo americano. Paralelamente, ministros do Palácio do Planalto se reuniram para avaliar os possíveis impactos diplomáticos, econômicos e jurídicos da decisão adotada pelos EUA.
Com informações dos portais Metrópoles e Quadro Geral.



