As mortes de duas crianças em Campo Grande, ocorridas em abril deste ano, reacenderam discussões sobre o atendimento prestado nas unidades públicas de saúde da Capital. João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, e Hannah Julia Romeiro Nolasco, de 8, passaram por diferentes UPAs e postos de saúde antes de morrerem, após sucessivas buscas por atendimento médico. As famílias afirmam que houve demora, falta de diagnóstico preciso e dificuldade no acesso a medicação e observação clínica.
João Guilherme começou a apresentar problemas de saúde após sofrer uma queda no início de abril. Segundo relatos da família, ele foi atendido em unidades como a UPA Universitário e a UPA Tiradentes, recebendo medicação para dor e sendo liberado mesmo com o agravamento dos sintomas, incluindo dores no peito. O menino morreu na madrugada do dia 7 de abril, após ser levado em estado grave para a Santa Casa. Já Hannah Julia começou a passar mal no dia 24 de abril, com febre alta e sintomas gripais. A criança passou por atendimentos no CRS Coophavila II e na UPA Leblon, onde recebeu diagnóstico de influenza e orientação para tratamento em casa.
Nos dias seguintes, o quadro de Hannah piorou, com vômitos, dores pelo corpo, dificuldade para respirar e sinais de debilidade intensa. A mãe relata que precisou retornar diversas vezes à unidade de saúde até que a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu. Em ambos os casos, a Sesau informou, por meio de nota, que os atendimentos estão sendo apurados com base em prontuários e registros médicos, sem divulgar detalhes devido à Lei Geral de Proteção de Dados. Enquanto aguardam esclarecimentos, as famílias enfrentam o luto marcado pela sensação de desamparo após a busca insistente por socorro para os filhos.
As informações são do portal TopMídia.



