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Flávio sobe o tom e cobra CPMI do Banco Master em meio à pressão sobre Congresso

Senador afirma que não teme investigação, acusa esquerda de evitar apuração e amplia críticas ao governo Lula, ao STF e à condução de órgãos federais

O senador Flávio Bolsonaro intensificou a pressão pela instalação da CPMI do Banco Master durante sessão conjunta do Congresso nesta quinta-feira (21). Em discurso no plenário, o parlamentar declarou que “não tem nada a esconder” e desafiou partidos de esquerda a apoiarem a comissão de investigação. Flávio afirmou que deseja ver o empresário Daniel Vorcaro e outros envolvidos prestando esclarecimentos sobre relações políticas e financeiras ligadas ao caso.

Durante a fala, o senador voltou a associar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a escândalos de corrupção do passado, citando mensalão, petrolão e denúncias recentes envolvendo fraudes no INSS. Flávio também criticou mudanças em investigações conduzidas pela Polícia Federal e questionou decisões relacionadas ao nome de Fábio Luís Lula da Silva. Ao defender o investimento privado em um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador afirmou que, à época da negociação, não existiam acusações públicas que desabonassem Daniel Vorcaro.

Flávio ainda direcionou críticas à imprensa e ao decreto do governo federal relacionado à moderação de conteúdo nas plataformas digitais, classificando a medida como tentativa de censura. Na reta final do discurso, afirmou que a oposição pretende impedir a continuidade do PT no poder em 2026. Nos bastidores, parlamentares da oposição e integrantes do centrão avaliam que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, segue resistente à leitura do requerimento da CPMI, apesar de os pedidos já contarem com o número mínimo de assinaturas.

O senador Eduardo Girão também pressionou pela instalação imediata da comissão e afirmou que o Congresso corre risco de desgaste institucional caso o Supremo Tribunal Federal intervenha para obrigar a criação da CPMI. Segundo ele, o caso Banco Master ultrapassa disputas partidárias e pode atingir autoridades dos três Poderes. O ministro André Mendonça já analisa ações relacionadas ao tema no STF.

As informações são do portal Quadro Geral.