Uma reunião da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados, realizada na quarta-feira (8), terminou em confusão após um militante ligado ao PSOL ofender a deputada Clarissa Tércio (PP-PE). O homem, que participava como convidado, chamou a parlamentar de “feia” e “horrorosa” enquanto gravava a reação no plenário, o que gerou indignação imediata entre os presentes.
A situação escalou quando o deputado Éder Mauro (PL-PA) se dirigiu ao militante para confrontá-lo. Durante o momento de tensão, o parlamentar atingiu o celular utilizado na gravação. A discussão envolveu outros deputados, incluindo Erika Hilton (PSOL-SP), que, segundo relato de Clarissa, inicialmente não se posicionou e depois prestou solidariedade. Já Fernanda Melchionna (PSOL-RS) teria saído em defesa do militante e resistido à sua retirada no primeiro momento.
Após o episódio, parlamentares registraram denúncia na Polícia Legislativa, que abriu investigação. Como medida imediata, o militante foi proibido de circular nas dependências da Câmara. O caso gerou repercussão e levantou questionamentos sobre segurança, limites de atuação de convidados e o clima de tensão nos debates parlamentares.



