A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deve analisar, nesta sexta-feira (27), dois relatórios com conclusões distintas sobre as fraudes em descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas. O parecer apresentado por parlamentares governistas prevê cerca de 170 indiciamentos e atribui falhas estruturais a mudanças normativas adotadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo essa versão, alterações nas regras e acordos firmados anteriormente teriam contribuído para o enfraquecimento de mecanismos de controle, permitindo a expansão das irregularidades observadas nos anos seguintes. O relatório também sustenta que o aumento das arrecadações suspeitas em 2023 e 2024 estaria relacionado a essas medidas adotadas no passado.
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Já o parecer do deputado Alfredo Gaspar, alinhado à oposição, apresenta mais de 5 mil páginas e prevê um número superior de indiciamentos, com possíveis inclusões de nomes ligados ao entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a semana que precedeu o debate, o senador Flávio Bolsonaro já havia levantado, em tom crítico, um questionamento sobre a narrativa em discussão, ao indagar qual seria a lógica de medidas adotadas em um governo acabarem beneficiando pessoas ligadas a um grupo político adversário.
As informações são do portal Pleno News.



