Uma campanha contra o feminicídio tem chamado a atenção de quem passa por ruas e avenidas de Goiânia/GO. No alto do outdoor, a frase parece, à primeira vista, uma declaração de amor: “Fernanda, volta pra mim. Eu te amo.”
Logo abaixo, porém, vem o desfecho: doze dias depois, Fernanda estava morta, assassinada pelo ex-companheiro.
Embora não haja confirmação sobre o caso citado, a peça sugere ser inspirada em situações reais — histórias que se repetem com frequência no noticiário brasileiro, em que mulheres são mortas após tentarem encerrar relacionamentos.
A proposta é provocar impacto e reflexão. O texto reforça que o feminicídio não começa no ato extremo, mas antes, em comportamentos muitas vezes normalizados: ameaças, ciúme excessivo, perseguições, controle e frases como “se não for minha, não será de ninguém”.
A campanha também questiona a romantização desse tipo de postura e lembra que insistência, pressão e posse não são demonstrações de amor. Separação não é motivo para violência, e nenhuma mulher é propriedade de alguém.
Ao transformar uma frase aparentemente romântica em alerta, a mensagem busca reforçar que o feminicídio precisa ser tratado como urgência social — não apenas como estatística.
No fim do texto, há orientação para que mulheres em situação de risco procurem ajuda pelos canais oficiais: 180, da Central de Atendimento à Mulher, e 190, da Polícia Militar. O apelo é direto: não se cale. Peça ajuda.
Ver essa foto no Instagram



