Levantamento com base em dados oficiais da Lei de Acesso à Informação (LAI), obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostra que o uso do sigilo cresceu de forma expressiva no governo Lula. Em 2025, quase 40% dos pedidos negados foram barrados sob justificativa de sigilo — o maior índice desde 2020.
Os números contrariam o discurso adotado durante a campanha e repetido pelo Planalto. Apenas no último ano, mais de 10,8 mil pedidos foram indeferidos, recorde histórico, enquanto o tempo médio de resposta subiu para 13,9 dias, o pior patamar desde 2018.
Ao mesmo tempo em que amplia o sigilo sobre gastos da Presidência, viagens da primeira-dama, uso do cartão corporativo e despesas relacionadas a eventos internacionais, o governo reforça a fiscalização sobre a população, com monitoramento mais rígido de transações financeiras, como Pix e pagamentos por aproximação.
Especialistas e entidades de controle alertam para uma inversão preocupante: mais controle sobre o cidadão e menos transparência sobre o uso do dinheiro público. A reação do governo a relatórios da Transparência Internacional, com ataques à credibilidade da ONG, também acendeu alertas sobre o enfraquecimento do controle social.
📌 Fontes: dados oficiais da LAI, levantamento do Estado de S. Paulo, relatórios da Transparência Internacional e análises da Transparência Brasil e do Ranking dos Políticos.



