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Moraes nega reunião com Vorcaro e fala em “padrão criminoso de ataques”

Foto: Reprodução | STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (27) ter se reunido com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e classificou como “falsa e mentirosa” a informação publicada pelo portal Metrópoles. Em nota, o magistrado afirmou que as acusações seguem um “padrão criminoso de ataques” contra integrantes da Corte.

De acordo com matéria da Gazeta do Povo, a manifestação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF após a repercussão de reportagens que apontam supostas relações entre ministros da Corte e pessoas ligadas ao caso Master. Segundo o comunicado, o encontro atribuído a Moraes — que teria ocorrido em 2025, na mansão de Vorcaro, em Brasília — “não ocorreu”.

“Essa reunião não ocorreu e, lamentavelmente, segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a nota atribuída à assessoria do STF.

Desde o início da série de denúncias, repercutidas por diferentes veículos, esta é a primeira resposta institucional do Supremo sobre o assunto.

Contrato ligado a Lewandowski

Na segunda-feira (26), veio a público a informação de que o Banco Master manteve um contrato mensal de R$ 250 mil com o escritório da família do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. O próprio Lewandowski confirmou a existência do contrato.

De acordo com apuração do Metrópoles, o acordo de “consultoria jurídica” com o escritório Lewandowski Advogados vigorou de agosto de 2023 a setembro de 2025, período que inclui meses em que Lewandowski ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça. O total pago teria ultrapassado R$ 6 milhões.

Nesta terça-feira, Lewandowski afirmou, por meio de nota divulgada pela CNN, que sua saída do ministério não teve relação com o contrato. “A decisão de deixar o Ministério da Justiça se deu por motivos pessoais e pela convicção de seguir outros projetos acadêmicos e profissionais”, informou o ministério.

Investigação do Banco Master

O Banco Master é alvo de investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB), em valores que podem chegar a R$ 12 bilhões. O caso resultou na decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central.

No contexto da investigação, outro ponto que chamou atenção foi a apreensão de documentos que indicariam a existência de um contrato envolvendo a esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo provas recolhidas pela PF durante a operação Compliance Zero, no fim de 2025, o contrato previa pagamentos que poderiam alcançar R$ 129 milhões ao longo de três anos.

As apurações seguem em andamento, enquanto o STF afirma que as acusações divulgadas fazem parte de uma ofensiva coordenada contra a Corte.