O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar no fim da tarde desta quinta-feira (1º) e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado desde 24 de dezembro para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral.
Um comboio com batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados saiu da garagem do hospital, localizado na Asa Sul, região central da capital federal. Após a liberação médica, Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília, onde permanece preso desde novembro.
Durante a internação, além do procedimento cirúrgico, a equipe médica avaliou a necessidade de outros exames para conter um quadro persistente de soluços. Na quarta-feira (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia, que confirmou a continuidade de esofagite e gastrite. Segundo os médicos, houve melhora do quadro clínico, o que permitiu a programação da alta para esta quinta-feira, desde que não surgissem novas intercorrências.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação relacionada à trama golpista.
Moraes nega prisão domiciliar
Na manhã desta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da defesa de Bolsonaro para conversão da prisão em regime domiciliar por razões humanitárias, após a alta médica.
Na decisão, Moraes afirmou que a defesa não apresentou “fatos supervenientes” capazes de afastar os fundamentos que já haviam levado ao indeferimento do pedido anterior, negado em 19 de dezembro de 2025.
O ministro destacou ainda que seguem garantidas todas as condições médicas necessárias ao ex-presidente no local de custódia, incluindo acesso irrestrito a médicos, fornecimento de medicamentos, acompanhamento por fisioterapeuta e autorização para recebimento de alimentos preparados por familiares.



