A greve dos motoristas de ônibus de Campo Grande entra no segundo dia nesta terça-feira (16), mantendo toda a frota fora de circulação. O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano (STTCU) condiciona o fim do movimento ao pagamento integral dos salários da categoria, que, segundo o sindicato, receberam apenas parte dos vencimentos na última semana. Portões de terminais e garagens permanecem fechados, impactando milhares de passageiros.
A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), afirma que todos os repasses ao Consórcio Guaicurus foram realizados em dia e, em alguns casos, antecipados, totalizando mais de R$ 35 milhões apenas em 2025, incluindo subvenções e vale-transporte. A agência também cita descumprimentos contratuais do consórcio, como frota envelhecida e ausência de seguro obrigatório, que resultaram em multas que somam R$ 12 milhões.
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O Consórcio Guaicurus atribui a paralisação a uma dívida acumulada desde 2022, estimada em R$ 39 milhões, referente à diferença entre a tarifa técnica, considerada o custo real do serviço, e a tarifa pública paga pelo usuário. Também há valores pendentes relacionados ao transporte de estudantes da rede estadual. A falta de recursos teria comprometido o pagamento integral da folha salarial. Uma reunião de conciliação entre sindicato, prefeitura e consórcio está marcada para a tarde desta terça-feira.
As informações são do portal Enfoque MS.



