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STF vê indícios de continuidade de esquema de emendas sem transparência na Câmara

Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino apontou, em decisão divulgada nesta sexta-feira, que há indicações de que o modelo de distribuição de emendas sem identificação clara de autores e beneficiários segue ativo na Câmara dos Deputados. Segundo ele, os elementos reunidos pela Polícia Federal e pelo STF sugerem que práticas já declaradas inconstitucionais continuam ocorrendo mesmo após a posse de Hugo Motta na presidência da Casa.

De acordo com a decisão, as investigações mostram que Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira, manteve atuação relevante no gerenciamento das emendas. Depoimentos de parlamentares de diferentes partidos descrevem um sistema centralizado de indicação de recursos, com concentração de verbas em determinados estados e ausência de critérios transparentes na seleção dos beneficiados.

Com base nos dados telemáticos e nos relatos reunidos, Dino autorizou medidas de busca e apreensão e determinou o afastamento de Fialek de qualquer atividade relacionada à tramitação ou distribuição de emendas. As apurações continuam sob supervisão do STF, que avalia possíveis irregularidades na condução dos recursos parlamentares.

As informações são do portal Brasil 247.