O Planalto busca adiar a sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal, marcada para 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça. A avaliação interna é de que o advogado-geral da União ainda não dispõe dos 41 votos necessários para aprovação no plenário, o que abriria risco de uma derrota política. A estratégia inclui segurar o envio da mensagem presidencial que formaliza a indicação, documento indispensável para dar início ao processo no Senado.
A movimentação do governo esbarra na resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não esconde a insatisfação com a escolha de Messias. Aliados relatam que o senador preferia ver Rodrigo Pacheco indicado à vaga deixada por Luís Roberto Barroso e, desde então, tem adotado postura mais dura nas negociações. Enquanto isso, Messias percorre gabinetes em busca de apoio e soma, segundo estimativas internas, menos de 30 votos firmes. Partidos da base, como PT, PSB e PDT, já sinalizaram apoio, mas o foco agora está em PSD, MDB e União.
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Com o clima político tenso após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a oposição vê a sabatina como oportunidade de impor desgaste ao governo. A data pode mudar, mas qualquer decisão depende de Alcolumbre, que até agora não deu sinais de recuo. Interlocutores no Senado tentam costurar uma saída negociada, enquanto governistas buscam reorganizar a base para evitar que a indicação ao STF se transforme em um revés significativo para o Planalto.
Agência Brasil.



