A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou que Roberto Razuk, de 84 anos, deixe a prisão preventiva e cumpra prisão domiciliar por 180 dias. Ele foi detido na terça-feira durante a Operação Sucessione, que investiga suspeitas de participação em organização criminosa, corrupção, violação de sigilo profissional e exploração de jogo do bicho. A decisão foi tomada pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, após análise de documentos que apontam um quadro clínico considerado muito frágil.
Segundo a magistrada, os laudos apresentados comprovam que Razuk passou recentemente por uma cirurgia para retirada de um tumor, usa oxigênio suplementar e apresenta saúde “extremamente debilitada”, requisitos previstos no artigo 318 do Código de Processo Penal para substituição da prisão preventiva. A medida foi condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e ao cumprimento de restrições, como a proibição de contato com outros investigados. O Ministério Público Estadual concordou com a concessão da domiciliar de forma provisória.
Continue após a publicidade
A juíza também autorizou uma perícia médica oficial para confirmar o estado de saúde do réu e solicitou que a Agepen informe a existência de unidade prisional com estrutura médica adequada, caso seja necessário reavaliar a medida. Os demais investigados na operação, entre eles os filhos de Razuk e outros envolvidos, seguem presos enquanto o Gaeco prossegue com as apurações sobre o esquema de jogo ilegal e máquinas caça-níqueis no Estado.
As informações são do portal TopMídia.



