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Liquidação do Banco Master pode causar prejuízo a servidores de Campo Grande e interior de MS

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, medida que encerra suas operações e retira a instituição do Sistema Financeiro Nacional. A decisão deve gerar um rombo milionário em fundos de pensão de prefeituras de Mato Grosso do Sul.

O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) tem R$ 1,4 milhão aplicado em letras financeiras do Master. Segundo o Estadão, os fundos de Angélica e São Gabriel do Oeste também investiram na instituição: R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, respectivamente.

De acordo com reportagens do Correio do Estado, publicadas ainda em 2023, já havia alertas sobre o risco de calote. Servidores da Capital e sindicatos de professores, odontólogos e outras categorias criticaram a decisão de investir recursos da previdência em um banco considerado de maior risco, defendendo que o dinheiro fosse aplicado em instituições públicas ou mais tradicionais.

Na época das aplicações, o IMPCG era presidido por Camilla Nascimento (Avante), hoje vice-prefeita de Campo Grande.

Após realizar os investimentos, a Prefeitura ainda habilitou o Banco Master para oferecer consignados aos servidores, com juros mensais de 4,5%, bem acima dos 1,7% praticados pelos bancos tradicionais.

Em nota enviada ao Correio do Estado, a Prefeitura afirmou que as aplicações foram feitas conforme a Resolução CMN 4.963/2021 e aprovadas pelo Conselho Deliberativo do IMPCG. Disse ainda que o Master constava na lista oficial do Ministério da Previdência como instituição autorizada a receber recursos de RPPS e que o título adquirido só pode ser resgatado no vencimento, previsto para abril de 2029.

Se a falência do Banco Master for confirmada, este será o segundo grande prejuízo para o IMPCG. Em 2013, com a quebra do Banco Rural, o instituto perdeu cerca de R$ 50 milhões.