Os radares instalados em Campo Grande no dia 4 de novembro, inicialmente em caráter educativo, passam a multar de forma regular a partir desta quarta-feira (19). Eles substituem os antigos monitoradores, que deveriam ser trocados após o fim do contrato com o Consórcio Cidade Morena, responsável pelos equipamentos desde 2018.
O novo contrato, estimado em até R$ 50 milhões, foi vencido pelo Consórcio CG Segura, formado pelas empresas Serget Mobilidade Viária, Mobilis Tecnologia, Meng Engenharia Comércio e Indústria e Energy Tecnologia de Automação. A vigência inicial é de 24 meses, com possibilidade de prorrogação por até 10 anos. Nesse período, o consórcio receberá R$ 2.093.989,29 por mês, redução de mais de 16% em relação ao acordo anterior.
Com a troca de todos os radares, desligados em 1º de setembro, o consórcio terá de fornecer uma plataforma de gestão de dados, central de monitoramento, sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e processamento de infrações. A Agetran informou que um “raio-x” da Capital definiu as 212 faixas que serão monitoradas nesta primeira etapa e que há possibilidade de ampliar o videomonitoramento conforme “as demandas do tráfego e os indicadores de acidentes”.
A primeira remessa de radares começa a multar no dia 19 de novembro, e a segunda, no dia 26, conforme novos equipamentos forem instalados. Cartazes indicando as datas também serão fixados. A reportagem solicitou à Agetran a lista completa dos 212 radares e detalhes sobre o fim do período educativo, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.



