A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é definida apenas pelo número de acertos, mas pela coerência das respostas dadas pelos participantes. O cálculo é feito por meio da Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia adotada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O modelo avalia o comportamento das respostas conforme o grau de dificuldade de cada questão, atribuindo maior valor às que exigem raciocínio mais elaborado.
De acordo com o Inep, espera-se que o candidato que acerta questões difíceis também acerte as mais simples, demonstrando domínio progressivo dos conteúdos. A TRI considera três parâmetros principais: o poder de discriminação da questão, o nível de dificuldade e a probabilidade de acerto por acaso. Dessa forma, dois participantes com a mesma quantidade de acertos podem obter notas diferentes, dependendo da coerência entre suas respostas.
O Inep esclarece ainda que, embora o “chute” não reduza diretamente a nota, ele tem peso menor do que um acerto consistente. Já as questões deixadas em branco são contabilizadas como erradas. As notas mínimas e máximas variam a cada edição do exame, conforme o conjunto de questões aplicadas, e serão divulgadas junto aos resultados oficiais em janeiro de 2026.
Agência Brasil.



