Em meio à primeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro à Malásia em três décadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25) que está otimista quanto à possibilidade de se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir temas de interesse entre os dois países.
“Trabalho com otimismo de que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele, nem minha ainda, vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, declarou Lula, durante rápida conversa com jornalistas.
O presidente evitou confirmar o encontro, mas disse que chegou à Malásia com “pré-disposição para negociar”. A expectativa é de que Lula e Trump aproveitem a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kuala Lumpur, para realizar a reunião bilateral.
Entre os principais temas está a revisão das altas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, um ponto de atrito comercial que o governo brasileiro considera injustificado.
Na sexta-feira (24), ao encerrar sua visita à Indonésia, Lula já havia adiantado que “não haverá tema que não possa ser discutido” entre ele e Trump, citando possíveis diálogos que vão desde Gaza e Ucrânia até questões sobre minerais críticos e terras raras.
O presidente também reiterou que o Brasil defenderá sua posição sobre as tarifas aplicadas às exportações nacionais.
“A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil”, argumentou Lula.
A reunião, caso confirmada, será o primeiro encontro oficial entre Lula e Trump desde o retorno do petista ao Planalto, e pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais entre Brasília e Washington, que vinham tensas desde o início do atual governo norte-americano.



