O vereador Beto Avelar (PP) criticou o Consórcio Guaicurus, afirmando que a empresa está usando a paralisação dos motoristas do transporte coletivo como “massa de manobra”. Segundo ele, mesmo com um contrato de R$ 3,4 bilhões, o consórcio deixou de pagar o vale dos trabalhadores, o que motivou o protesto realizado na manhã desta quarta-feira (22).
“Esse é o modos operandi do Consórcio Guaicurus. A partir do momento em que não consegue o que quer, ele utiliza todos como massa de manobra. Usa os sindicatos e até os próprios funcionários da empresa. Estamos cansados”, afirmou o vereador, conforme publicado pelo Midiamax.
A paralisação provocou reflexos imediatos na mobilidade urbana de Campo Grande. Com os ônibus retidos nas garagens, o preço das corridas por aplicativo disparou, e muitos trabalhadores tiveram de pagar mais caro para não se atrasar.
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De acordo com o presidente do STTCU (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano), Demétrio Freitas, o ato desta manhã foi apenas um protesto para pressionar o consórcio a pagar o adiantamento de salário, atrasado desde segunda-feira (20). Ele informou que, caso o pagamento não seja feito, a categoria pode paralisar totalmente as atividades na próxima segunda-feira (27).
“Hoje não será [paralisação] o dia inteiro. Era um protesto, um movimento, para pressionar o Consórcio Guaicurus a efetuar o pagamento do vale o mais rápido possível. Caso não aconteça, aí, sim, a gente vai deliberar, fazer uma assembleia para uma paralisação total. Aí, sim, seria o dia inteiro”, disse Demétrio.
A mobilização terminou por volta das 6h30, com a retomada gradual dos ônibus.
Na terça-feira (21), o sindicato já havia recebido comunicado do consórcio alegando falta de repasse da prefeitura como justificativa para o atraso.



