O rapper Oruam permanece detido, mesmo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou o fim de sua prisão preventiva. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a soltura depende da publicação da liminar nos canais oficiais, o que ainda não ocorreu. O artista está preso desde 22 de julho e aguarda a comunicação formal para que a liberação seja efetivada.
Oruam responde por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Conforme investigação da Polícia Civil, ele teria tentado impedir a apreensão de um adolescente de 17 anos, procurado por tráfico e roubo de veículos, que fugiu durante uma abordagem na porta da residência do rapper, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, o cantor e amigos teriam atirado pedras contra o carro da delegacia de repressão a entorpecentes.
Na liminar, o ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso no STJ, apontou que a prisão preventiva se baseou em argumentos genéricos e que a quantidade de droga apreendida — 73 gramas de cocaína — não justificaria a medida, considerando a primariedade do acusado. O ministro determinou que o juiz do caso defina medidas cautelares alternativas, como comparecimento periódico à Justiça. A defesa de Oruam afirma que não há provas contra o cantor e que ele cumprirá as medidas determinadas, buscando provar sua inocência ao longo do processo.
Com informações do portal da Revista Oeste.



