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Governo teme que centrão paralise isenção do IR e outras pautas no Congresso

Foto: Reprodução | Ricardo Stuckert/PR

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) temem que a aliança do centrão em torno de uma candidatura de direita para 2026 atrapalhe a agenda do governo no Congresso. A principal preocupação é com a proposta que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil, parada na Câmara.

Nesta semana, Progressistas (PP) e União Brasil romperam oficialmente com o governo, determinando que seus filiados deixem cargos na Esplanada até 30 de setembro. A saída reduz a base governista na Câmara para 259 deputados, apenas dois a mais que a maioria mínima.

No Senado, o impacto já foi sentido: PP e União votaram contra a PEC que libera R$ 12,4 bilhões extras em 2026, aprovada por margem apertada.

Integrantes do governo também avaliam que a articulação em favor da anistia a condenados do 8 de Janeiro pode paralisar outras votações. Nos bastidores, governistas pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar o projeto da isenção do IR antes da anistia, apostando no apelo popular da medida.

Para Lula, a estratégia é transformar o embate em narrativa política: apresentar o centrão e os bolsonaristas como defensores de privilégios, enquanto o governo se coloca ao lado de milhões de trabalhadores isentos de IR.