O PSDB perdeu nesta segunda-feira (18) seu último governador em exercício: Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, anunciou sua saída do partido. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Marconi Perillo, por meio das redes sociais, após uma reunião realizada em Campo Grande.
Com a desfiliação de Riedel, o PSDB deixa de governar qualquer estado brasileiro, marcando um ponto simbólico na decadência de uma sigla que já ocupou a Presidência da República por dois mandatos consecutivos e foi protagonista na política nacional por décadas.
Antes de Riedel, outros dois governadores eleitos pelo PSDB já haviam deixado o partido: Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), ambos atualmente filiados ao PSD.
Durante o anúncio, Perillo afirmou que houve um acordo para preservar a presença parlamentar do PSDB no estado. “Depois de um amplo entendimento, a gente acertou que o governador Riedel vai se filiar a um partido, o governador Azambuja vai se filiar a outro partido, e os nossos três combativos deputados federais vão ficar liderando essa estrutura do PSDB”, disse.
Riedel ainda não anunciou oficialmente seu novo destino partidário, mas é cotado tanto pelo PP, da senadora Teresa Cristina (PP-MS), quanto pelo PSD, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab.
Já o ex-governador Reinaldo Azambuja também deixará o PSDB e deve se filiar ao PL, legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Azambuja atua como líder informal do partido no estado e é pré-candidato ao Senado em 2026.
Perillo concluiu dizendo que o foco da legenda será reeleger os três deputados federais que permanecem filiados ao PSDB no estado.



