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Bolsonaristas voltam às ruas em protesto contra decisões do STF

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizam, neste domingo (20), uma caminhada em Brasília em defesa do ex-mandatário, que passou a usar tornozeleira eletrônica na última sexta-feira (18) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ato, batizado de “Caminhada pela Liberdade”, foi convocado por parlamentares bolsonaristas como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Segundo informações divulgadas pelas organizadoras, a concentração teve início às 9h, no Eixão Sul, em frente ao Banco Central. Os manifestantes foram orientados a vestir roupas nas cores verde e amarela, em referência à bandeira nacional.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bia Kicis destacou a “urgência” da mobilização. “A gravidade da situação é tão grande que nós não temos tempo a perder. É muito importante participar. Não podemos nos omitir, não podemos nos desesperar. Temos que ter fé, esperança e garra”, declarou a parlamentar.

Além da capital federal, atos similares estão sendo organizados em outras cidades do país. Em Vila Velha (ES), o senador Magno Malta (PL-ES) convocou uma carreata para este domingo, chamando a medida judicial contra Bolsonaro de “injustiça brutal” e alegando que o ex-presidente foi transformado em um “preso político”. Já em Belo Horizonte (MG), apoiadores anunciaram uma manifestação na Praça da Liberdade.

Partido Liberal defende mobilização como resposta às medidas judiciais

O Partido Liberal (PL), sigla de Bolsonaro, passou a incentivar formalmente as manifestações como forma de reação às medidas cautelares impostas pelo STF. Em nota divulgada nas redes sociais, a legenda afirmou que “o povo deve voltar às ruas de forma pacífica e ordeira”.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), também se manifestou nas redes sociais com a frase “Brasil nas ruas já!”. O blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro e residente nos Estados Unidos, publicou mensagem semelhante, afirmando que “está chegando a hora de ir pras ruas – pacífica e ordeiramente – de uma forma nunca antes vista”.

A mobilização ocorre menos de um mês após o último ato de Bolsonaro, realizado em 29 de junho, em São Paulo, que reuniu cerca de 12,4 mil pessoas — o menor público registrado em manifestações pró-Bolsonaro na capital paulista desde o fim do seu mandato, em 2022.