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Deputado propõe suspensão parcial das atividades da JBS em Campo Grande por mau cheiro

Moradores de oito bairros da região oeste de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, convivem há décadas com o mau cheiro originado de uma unidade da JBS, localizada no polo industrial Indubrasil. Em resposta a denúncias da população e laudos técnicos, o deputado estadual Pedrossian Neto (PSD) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo que propõe a suspensão das atividades de produção de farinha de sangue e farinha de ossos na unidade, até que sejam adotadas medidas eficazes para controle de odores.

A proposta, apresentada na Assembleia Legislativa de MS na última quinta-feira (10), susta parcialmente as licenças de operação concedidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Segundo o parlamentar, cerca de 100 mil pessoas são afetadas diretamente pelos gases emitidos durante o processo industrial. Ele ressalta que não se trata de um fechamento total da planta, mas de uma medida focada em corrigir atividades que geram impactos diretos à qualidade de vida dos moradores.

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Apesar de já ter sido multada e notificada por órgãos ambientais e pelo Ministério Público Estadual (MPE), a JBS não teria implementado mudanças significativas em seu sistema de exaustão. Relatórios do MPE apontam que o problema persiste há anos e está relacionado à fabricação de ração animal. A empresa também recusou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto em 2024. A situação se agravou após o aumento do número diário de abates bovinos, passando de 1.250 para 1.700 em agosto do ano passado.

Se aprovado, o decreto poderá suspender temporariamente as atividades da farinheira até que a empresa apresente soluções técnicas comprovadas. A proposta também reabre o debate sobre a necessidade de deslocar esse tipo de operação para áreas menos habitadas, como o Núcleo Industrial. A JBS ainda não se pronunciou oficialmente sobre a proposta legislativa.

As informações são do portal Correio do Estado.