A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que o piloto do balão que caiu e pegou fogo em Praia Grande (SC), no último sábado (21), não possuía a licença de Piloto de Balão Livre (PBL), exigida para voos certificados. O acidente resultou em mortes e foi registrado por vídeos nas redes sociais.
Segundo o órgão regulador, o balão também não era uma aeronave certificada. Atualmente, a Anac informa que não há operação autorizada de balões certificados para transporte de passageiros no Brasil. Por isso, as atividades realizadas em Praia Grande se enquadram na modalidade de aerodesporto — uma prática recreativa que ocorre por conta e risco dos próprios participantes.
Essa categoria está prevista no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC), que não exige certificação de aeronavegabilidade nem habilitação técnica específica para a operação dos balões.
A defesa do piloto Elves de Bem Crescencio, no entanto, contesta a Anac. Segundo o advogado Clovis Rogério Scheffer, seu cliente é instrutor de voo e possui cadastro de aerodesportista junto à agência reguladora. De acordo com ele, Crescencio acumula mais de 700 horas de voo e tem experiência em competições de balonismo.
A Polícia Civil de Santa Catarina abriu inquérito para apurar as causas do acidente. A principal linha de investigação aponta para uma possível falha técnica no sistema de ignição do balão. As informações são da CNN Brasil.



