Durante a sessão da CPI do Transporte Público na Câmara Municipal de Campo Grande, realizada nesta segunda-feira (16), o ex-presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende, e o atual diretor jurídico-administrativo, Leonardo Dias Marcello, prestaram depoimento e reconheceram o descumprimento de cláusulas contratuais, como a renovação da frota. Ambos atribuíram o problema à ausência de atualização no equilíbrio econômico-financeiro do contrato por parte da Prefeitura, o que, segundo eles, tem gerado prejuízo e impedido novos investimentos.
João Resende, que esteve à frente do Consórcio desde 2012 até janeiro deste ano, afirmou que a frota opera com idade média acima do previsto e que a atual situação financeira inviabiliza a compra de novos ônibus. A exigência da Agência Municipal de Regulação (Agereg) para substituição de 98 veículos, segundo ele, é impraticável. Leonardo Marcello reforçou a posição, alegando que a falta de revisão tarifária impede a viabilidade de investimentos e que o cumprimento contratual depende da contrapartida do poder público.
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A CPI também apresentou um balanço parcial das investigações, destacando o recebimento de 616 denúncias relacionadas ao sistema de transporte da capital. As últimas oitivas desta fase estão previstas para quarta-feira (18), com depoimentos do atual diretor-presidente do Consórcio, Themis de Oliveira, e do sócio-proprietário Paulo Constantino.



