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Irã busca Trump para viabilizar cessar-fogo com Israel

Reprodução/X/@Israel

Em meio à escalada da guerra com Israel, o Irã tenta abrir canais de negociação com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O objetivo, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, é buscar um cessar-fogo e conter o avanço das ofensivas no Oriente Médio.

“Se o presidente Trump for genuíno em relação à diplomacia e estiver interessado em acabar com essa guerra, os próximos passos são importantes”, escreveu o ministro, nesta segunda-feira (16), em publicação na rede social X.

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Araghchi afirmou que uma simples ligação de Washington poderia ser suficiente para interromper as ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e abrir caminho para o diálogo. Segundo ele, Israel tenta sabotar possíveis acordos entre Irã e Estados Unidos.

Conflito se intensifica

Na última quinta-feira (12), Israel realizou uma ofensiva preventiva contra o programa nuclear iraniano, após anos de tensões e ameaças mútuas. O Irã, por sua vez, acusa Netanyahu de crimes de guerra e reforça que as agressões não podem ficar sem resposta.

O ataque aumentou ainda mais a instabilidade na região, com o Irã buscando apoio de países como Catar, Arábia Saudita e Omã para pressionar os Estados Unidos a intercederem por um cessar-fogo.

Porta-aviões americano na zona de conflito

Enquanto as negociações tentam avançar, os EUA enviaram o porta-aviões nuclear USS Nimitz para o Oriente Médio. O navio estava no Mar do Sul da China e cancelou uma escala no Vietnã para se deslocar rapidamente à região de conflito. Ao mesmo tempo, mais de 30 aviões-tanque de reabastecimento aéreo da Força Aérea norte-americana partiram em direção ao leste, cruzando o Atlântico.

Com a chegada do USS Nimitz, os EUA passam a ter dois porta-aviões operando no Oriente Médio — o USS Harry S. Truman já estava na área desde maio.

Embora o Departamento de Estado americano afirme que as movimentações são parte de operações rotineiras ou de exercícios da Otan, o cenário aponta para uma crescente tensão. O governo dos EUA também reforçou que seu apoio a Israel está restrito a ações de defesa e negou qualquer participação direta nos ataques israelenses ao Irã.