O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta quinta-feira (12) que o país lançou ataques contra instalações nucleares no Irã, na operação batizada de Leão em Ascensão. Segundo o premiê, a ação visa neutralizar o que chamou de “ameaça existencial” e vai continuar pelo tempo que for necessário.
“Há poucos instantes, Israel lançou a Operação Leão em Ascensão, uma operação militar direcionada a conter a ameaça iraniana à própria sobrevivência de Israel”, afirmou Netanyahu em pronunciamento na TV. Ele disse ainda que o Irã estaria próximo de produzir armas nucleares e que o volume de urânio enriquecido poderia permitir a fabricação de até nove bombas atômicas.
Entre os alvos atacados, segundo o governo israelense, estão:
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A principal instalação de enriquecimento de urânio em Natanz
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Cientistas iranianos envolvidos no programa nuclear
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Bases militares e fábricas de mísseis balísticos
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Oficiais de alto escalão do Exército iraniano
Ao todo, mais de 100 alvos foram atingidos com o uso de cerca de 200 aviões. Netanyahu classificou os ataques como “preventivos” e ressaltou que a operação pode durar “muitos dias”.
Escalada de tensão
A ofensiva marca uma nova escalada no conflito entre Israel e Irã e aumenta o risco de um conflito regional de grandes proporções. O líder israelense disse ainda que, ao agir, Israel também protege países árabes vizinhos, que estariam ameaçados pelas ações iranianas.
O Irã confirmou os bombardeios e a morte de altos comandantes militares, como Hossein Salami, chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior. Israel também teria matado seis cientistas iranianos ligados ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu retaliação: “Israel provocou um destino amargo e doloroso e certamente o sofrerá. A punição será severa”, declarou.
Reação internacional
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que, até o momento, não foi registrado aumento dos níveis de radiação no Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Fox News que foi informado previamente sobre a operação, mas ressaltou: “O Irã não pode ter a bomba nuclear”. O Departamento de Estado americano afirmou que os ataques não foram coordenados com os Estados Unidos.
Países árabes como Egito, Catar e Emirados Árabes condenaram os bombardeios israelenses.
Enquanto isso, Israel segue bombardeando alvos no Irã e tenta interceptar drones lançados por Teerã contra seu território.



