O governo brasileiro, por meio de participação conjunta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do chanceler Mauro Vieira e do assessor especial Celso Amorim, estuda suspender os acordos de cooperação militar com Israel. A medida visa demonstrar repúdio às ações israelenses em Gaza, consideradas “dramáticas” e “desumanas” por autoridades brasileiras.
A discussão ocorreu em reunião realizada em 11 de junho, no Palácio do Planalto, com a presença de parlamentares e membros da Federação Árabe-Palestina. O encontro resultou na entrega de um documento que acusa Israel de cometer crimes de guerra e genocídio, apontando que medidas simbólicas já não seriam suficientes . Amorim reforçou que, embora a hipótese esteja em análise, não houve tomada de decisão imediata.
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Analistas destacam que o tema é complexo por envolver relações diplomáticas consolidadas, especialmente a manutenção da embaixada brasileira em Tel Aviv e o atendimento a cidadãos brasileiros no Oriente Médio. Além disso, o Brasil possui investimentos estratégicos em cooperação técnica, incluindo o fornecimento de drones, sistemas de vigilância e blindados por empresas como Elbit Systems, AEL Sistemas e Ares Aeroespacial. Só os contratos militares ultrapassam US$ 1 bilhão desde 2000.
O Ministério das Relações Exteriores e o Palácio do Planalto mantém contato com a sociedade civil, movimentos políticos e atores do governo para definir os próximos passos. Até o momento, não há anúncio oficial de suspensão, e permanece a alternativa de medidas graduais ou medidas de apoio diplomático a organizações internacionais, como a Corte Internacional de Justiça.
As informações são do portal Brasil 247.



