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Partido de Milei conquista Buenos Aires e desbanca hegemonia do PRO nas eleições legislativas

World Economic Forum / Gabriel Lado

O partido La Libertad Avanza (LLA), liderado pelo presidente argentino Javier Milei, saiu vitorioso nas eleições legislativas deste domingo (18) em Buenos Aires, tradicional reduto do centro-direita PRO, fundado pelo ex-presidente Mauricio Macri. Com 98,15% das urnas apuradas, o LLA obteve 30,13% dos votos e se tornou a força mais votada na capital argentina.

O resultado marca uma virada histórica na política portenha, já que desde 2007 o PRO dominava a cena eleitoral na cidade. O partido de Macri ficou em terceiro lugar, com apenas 15,92% dos votos, atrás do peronismo de centro-esquerda, representado por Leandro Santoro, que conquistou 27,35%.

No pleito, estavam em disputa 30 das 60 cadeiras da Legislatura de Buenos Aires. A vitória de Milei representa um avanço significativo de seu projeto político em uma das regiões mais simbólicas do país.

“Hoje se pinta de violeta o bastião amarelo. A partir de agora vamos pintar de violeta todo o país”, comemorou Milei, em alusão às cores que representam seu partido (violeta) e o PRO (amarelo).

Com 98,15% das urnas apuradas, o representante de Milei, Manuel Adorni, tinha 30,13% dos votos, acima dos 27,35% do candidato peronista Leandro Santoro. Silvia Lospennato, do PRO, tinha 15,92%. As informações são do Instituto de Gestão Eleitoral de Buenos Aires.

“Hoje decidimos entre dois modelos. Entre o da casta, dos privilégios, o de poucos, e o modelo da liberdade”, disse Adorni.

Santoro, que era favorito nas pesquisas de intenção de votos, afirmou que é necessário colocar o resultado da eleição “em contexto” e que o PRO como projeto político deixou de representar a maioria dos portenhos, apontou Adorni.

Por sua vez, Lospennato disse que os resultados não foram os esperados e que considera que não faz bem ao país que a “discussão política se transforme numa discussão sem regras da democracia”.

A eleição em Buenos Aires é vista como um termômetro importante do cenário político argentino e pode sinalizar um reposicionamento das forças para os próximos anos, consolidando a presença de Milei para além do discurso disruptivo que o elegeu presidente em 2023.