Entre 2020 e 2025, mais de 14 mil bebês foram registrados sem o nome do pai na certidão de nascimento em Mato Grosso do Sul. Em 2024, o número chegou a 2.750, o maior da série histórica recente. Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) e revelam uma realidade que impacta milhares de famílias e crianças. O cenário aponta para a complexidade das relações familiares e para a ausência paterna ainda recorrente na sociedade.
No mesmo período, o estado também contabilizou 62 certidões com dupla maternidade, um reflexo das mudanças nas estruturas familiares reconhecidas legalmente. O crescimento desses registros acompanha decisões judiciais, avanços na reprodução assistida e maior visibilidade de arranjos homoafetivos. Em 2020, foram 23 registros desse tipo; em 2024, o número subiu para 14. Embora ainda sejam minoria, esses dados ajudam a mapear a diversidade de configurações familiares no Brasil atual.
O reconhecimento de paternidade, tanto biológica quanto socioafetiva, pode ser feito diretamente nos cartórios, sem a necessidade de ação judicial, desde que haja consentimento das partes. Nos casos em que o pai se recusa a reconhecer o filho, a mãe pode indicar o nome do suposto genitor, dando início a uma investigação oficial. Os números reforçam a importância do fortalecimento de vínculos familiares e da responsabilidade compartilhada na criação dos filhos.
As informações são do portal Enfoque MS.



