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Ministro da AGU Jorge Messias culpa Bolsonaro por Fraude no INSS

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, usou as redes sociais neste sábado (10) para atribuir à gestão de Jair Bolsonaro (PL) o que chamou de “desmantelamento da rede de proteção social”, em referência às fraudes detectadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Segundo Messias, a gestão anterior comprometeu o papel essencial do Estado na proteção social. Ele afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está trabalhando para “reconstruir o sistema”, combatendo fraudes e investindo em melhorias no atendimento.

Nesta semana, a AGU entrou com uma ação judicial pedindo o bloqueio de bens de 12 associações e sindicatos, além de 14 empresas e pessoas físicas suspeitas de envolvimento no esquema. Esses investigados são acusados de atuar como intermediários no pagamento de propinas a servidores do INSS e a terceiros.

O valor de R$ 23,8 milhões é o montante estimado pela AGU como sendo o desviado por meio de propinas pagas a servidores públicos envolvidos no esquema de fraudes, especificamente relacionados a descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Entenda:

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União estão investigando um esquema de fraudes no INSS, que teria desviado ao menos R$ 6 bilhões no total, afetando aposentados e pensionistas por meio de descontos ilegais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na Justiça para bloquear bens de 12 entidades, 14 empresas e pessoas físicas suspeitas de envolvimento. Uma das entidades citadas nos documentos da investigação, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), ligado a Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT), ficou de fora da ação. A exclusão gerou críticas da oposição, que cobra explicações do governo.

A crise levou à saída do ministro Carlos Lupi (Previdência Social). Ele nega envolvimento e afirma que deixou o cargo por decisão política.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram às acusações, destacando que o governo anterior criou mecanismos para combater fraudes no INSS, como o cruzamento de dados, auditorias internas e a criação da Secretaria de Perícia Médica Federal.

A oposição agora pressiona por uma CPI no Congresso para aprofundar as investigações.