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Riedel impõe condição para ficar no PSDB e Zé Teixeira prepara saída para o PL

Imagem: Divulgação / Arquivo - al.ms.gov.br

O PSDB, tradicionalmente forte em Mato Grosso do Sul, está passando por um momento de reestruturação. A iminente fusão nacional com o Podemos tem gerado debates internos e pode resultar na saída de importantes lideranças estaduais. O governador Eduardo Riedel, por exemplo, condiciona sua permanência no partido à formação de uma federação com o Republicanos. Caso contrário, ele considera migrar para outras siglas, como o PSD, que já manifestou interesse em sua filiação .

A fusão entre PSDB e Podemos visa fortalecer ambas as legendas frente à cláusula de barreira, que exige um desempenho mínimo nas eleições para acesso a recursos do fundo partidário e tempo de propaganda. Juntas, as siglas somariam R$ 381,1 milhões em recursos do fundo eleitoral, alcançando o quinto lugar em arrecadação, ultrapassando partidos como Republicanos e MDB . No entanto, lideranças tucanas em Mato Grosso do Sul temem que a fusão não traga ganhos significativos em termos de tempo de televisão e fundo partidário, mantendo o partido praticamente do mesmo tamanho .

Ainda segundo informações publicadas pelo portal Investiga MS, paralelamente, o deputado estadual Zé Teixeira anunciou sua intenção de deixar o PSDB, sendo o primeiro a sinalizar saída após a fusão. Ele expressou interesse em se filiar ao PL, partido com o qual se alinha ideologicamente. No entanto, enfrenta resistência interna, pois sua filiação poderia ameaçar a posição de deputados já estabelecidos na legenda .

Esse cenário reflete a complexidade do atual momento político para o PSDB em Mato Grosso do Sul, onde decisões estratégicas sobre fusões e filiações podem redefinir o mapa partidário local.