O advogado e influenciador João Neto, de 47 anos, passou mal após ser transferido para o presídio Baldomero Cavalcante, em Maceió (AL), e precisou ser levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de quinta-feira (17). Segundo a defesa, ele sofre de problemas cardíacos e está em observação.
João está preso desde 14 de abril, após ser flagrado por câmeras de segurança agredindo uma mulher de 25 anos dentro do próprio apartamento. O caso é investigado como lesão corporal, com base na Lei Maria da Penha.
As imagens mostram a vítima sendo esganada e encurralada contra uma parede. Testemunhas relataram gritos e pedidos de socorro vindos do imóvel. A jovem foi levada a um hospital e, enquanto era atendida, João foi flagrado circulando de moto nas proximidades. Ele foi detido e levado à Central de Flagrantes da Polícia Civil.
Segundo a vítima, os dois mantinham um relacionamento de cerca de dois anos e ela já havia sido agredida antes. Com base nos relatos e nas imagens, a Justiça determinou a prisão preventiva.
João foi inicialmente levado ao presídio militar, alegando ser ex-policial. Porém, a Secretaria da Ressocialização de Alagoas informou que o registro apresentado por ele era inválido. Por isso, ele foi transferido para o sistema comum, em ala especial para presos com curso superior.
Nas redes sociais, João se apresentava como ex-policial militar. A Polícia Militar da Bahia confirmou que ele foi desligado do curso de formação há 15 anos por uso de meios irregulares durante uma avaliação.
A defesa afirma que o processo corre em segredo de justiça e que está tomando todas as medidas cabíveis.



