A Casa Branca informou nesta terça-feira (15), que produtos chineses poderão ser taxados em até 245% ao entrarem nos Estados Unidos. A medida, segundo o governo americano, está relacionada a ações retaliatórias da China no contexto da atual disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. A porcentagem representa o limite máximo que pode ser aplicado sobre determinados itens, e não uma nova elevação generalizada nas tarifas.
O pacote de tarifas inclui diferentes percentuais conforme a categoria do produto. De acordo com autoridades americanas, parte das taxas se deve a medidas de reciprocidade comercial, enquanto outra parcela foi atribuída ao combate ao tráfico de fentanil, substância que tem gerado crescente preocupação nos EUA. A política aduaneira também se ampara na Seção 301 da legislação comercial do país, que permite sanções em casos de práticas consideradas desleais por parceiros internacionais.
Segundo informações publicadas pelo portal Poder 360, em resposta, a China adotou contramedidas que incluem tarifas sobre produtos americanos como gás natural, petróleo e equipamentos agrícolas. Além disso, o governo chinês intensificou investigações sobre empresas estrangeiras e recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o que considera práticas ilegítimas por parte dos Estados Unidos. O cenário sinaliza um novo capítulo nas tensões comerciais sino-americanas, com potenciais reflexos no comércio global.



