Com a disparada nos preços do café em 2025, o produto passou a ser tratado com medidas de segurança reforçadas em alguns supermercados de São Paulo. Estabelecimentos localizados principalmente em bairros periféricos adotaram práticas como o armazenamento do item em armários trancados ou a entrega ao consumidor somente após o pagamento. A escalada no valor tem chamado atenção não só do consumidor, mas também de criminosos.
O aumento de até 40% no preço do café é resultado de uma combinação de fatores, como a redução das safras em função de eventos climáticos no Brasil e no Vietnã, além da crescente demanda internacional, com destaque para o mercado chinês. Com isso, o café — antes acessível para a maioria da população — passou a figurar entre os produtos mais visados por furtos em supermercados.
Essas medidas de contenção visam reduzir as perdas dos comerciantes e proteger os funcionários diante do aumento das ocorrências. Ainda assim, especialistas alertam para a necessidade de se considerar o impacto social dessa escalada nos preços, uma vez que itens básicos do consumo diário passam a ser inacessíveis para parte da população. A situação evidencia um desafio que vai além da segurança patrimonial: a preservação do poder de compra em tempos de inflação seletiva.
Informações: Folha Metropolitana



