O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), determinou nesta terça-feira (15) a dispensa de Gabriel dos Santos Meireles da Função de Confiança Executiva que ocupava no Detran-MS, após repercussão negativa de uma postagem em que o servidor desejou a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi oficializada no Diário Oficial do Estado e teve efeito imediato.
Lotado na unidade do Detran em Guia Lopes da Laguna, Meireles escreveu “Morra, capitão” ao comentar sobre a cirurgia de emergência realizada por Bolsonaro no fim de semana. A declaração teve forte repercussão nas redes sociais e também na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).
Conforme o ato publicado pela Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Meireles foi dispensado da FCE-04 (Função de Confiança Executiva) com base no artigo 9º-A da Lei nº 2.065/1999, com redação dada pela Lei nº 6.038/2023.
Repercussão política
A manifestação do servidor foi levada ao plenário da Alems pelo deputado estadual Coronel David (PL), aliado de Bolsonaro. Em pronunciamento, o parlamentar cobrou a exoneração da função comissionada e pediu providências ao secretário de Governo, Rodrigo Perez.
“Esse servidor fez uma publicação extremamente ofensiva, desejando a morte do presidente Jair Bolsonaro. Não é o tipo de comportamento que se espera de um servidor público”, afirmou o deputado.
Nota do Detran-MS
Em nota oficial, o Departamento Estadual de Trânsito classificou a conduta como incompatível com os princípios que regem a função pública.
“Desejar a morte de alguém ou manifestar-se de forma hostil em qualquer caso pode ser considerado inaceitável, ilegal ou antiético”, declarou o órgão, que também informou que a conduta de Meireles está sendo analisada pelos departamentos responsáveis, com possibilidade de novas sanções disciplinares.
Estado de saúde de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido no domingo (13) a uma cirurgia considerada “extremamente complexa e delicada”, segundo o cardiologista Leandro Echenique. O procedimento, que durou 12 horas, tratou uma suboclusão intestinal — obstrução parcial do intestino causada por aderências formadas após a facada sofrida em 2018.
Apesar da gravidade do quadro, a equipe médica classificou o resultado da cirurgia como “excelente”.



