O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, se manifestou nesta quarta-feira (2) contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão responde a um pedido feito por dois advogados, que alegam que Bolsonaro tentou obstruir a Justiça ao convocar atos pró-anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
O pedido de manifestação da PGR foi solicitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em 18 de março. A requisição foi feita no âmbito de uma notícia-crime protocolada pelos advogados, que também acusam Bolsonaro de incitar novos atos que poderiam comprometer a ordem pública e a estabilidade democrática, além de coagir no curso do processo.
Fontes da PGR já haviam indicado que eram remotas as chances de Gonet recomendar a prisão preventiva do ex-presidente neste caso. A avaliação também era compartilhada por aliados de Bolsonaro, que consideravam inexistente a possibilidade de a prisão ser solicitada neste momento. “Chance zero”, afirmou um influente aliado do ex-presidente.
No entorno de Bolsonaro, a expectativa é de que qualquer ordem de prisão só ocorra após uma eventual condenação definitiva pelo STF, caso o processo transite em julgado.



